quarta-feira, 5 de agosto de 2020
Charro Sendero
Aquele momento do gozo derramado sobre os seios da mulher amada... A paixão precisa ser aproveitada quando vem. A felicidade vem em gotas. . .
terça-feira, 14 de julho de 2020
En La Sombra - Charro Sendero
Todos se concentravam no marido dela. Ninguém deixava de rir de suas histórias de fazendeiro. O mineiros gostam desse tipo de reunião. Eu, ficava num balcão perto das bebidas, rodeado de longas árvores, às vezes tocava meu violão. Dona Nena, mulher de Guillermo Alférez, sempre vinha pegar seu Gin tônica. Eu parava de tocar, britava o gelo, ela pegava ingredientes numa das gavetas do balcão. Mesmo na penumbra daquele lugar, era possível examinar seus seios chacoalhando quando ela cortava rodelas de limão...
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quarta-feira, 1 de julho de 2020
terça-feira, 30 de junho de 2020
Era só uma garrafa com tequila - Charro Sendero
Gostava daquele lugar, pois não era notado.
Eu tinha um lugar para beber.
Era como o nada.
Os sombrios, saiam como chegavam, só.
Eu não via aquilo como uma desordem...
Mas, eles precisavam da felicidade. Eu bebia para a felicidade passar. Passatempo luxuoso.
Era só uma garrafa com tequila dentro e ninguém do lado de fora.
Charro Sendero
quarta-feira, 24 de junho de 2020
segunda-feira, 22 de junho de 2020
A vida e a morte - Charro Sendero
A Morte perguntou para a Vida: por quê todo mundo te ama e me odeia?
Com um leve sorriso, a vida respondeu:
"Eu sou uma bela mentira e você, uma verdade dolorosa.
Com um leve sorriso, a vida respondeu:
"Eu sou uma bela mentira e você, uma verdade dolorosa.
sexta-feira, 12 de junho de 2020
A Máscara - Charro Sendero
Minha máscara
Vai além da omissão
É canto
Com vibrato .
Sem falsete
Cada disfarce,
Uma crença,
Santo em demanda
Demônio em desencanto
É cura
E feitiço.
Traços de persona
Como sombra
Testemunha
Persistente
Invisível
O que não é
. . .
Encanta...
Incita conhecer
Charro Sendero
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Desenhado no Coração - Charro Sendero
Numa noite
Depois, na lua
Com seu brilho
Com sua beleza
Com suas fases
Com seu vazio
Com suas faces
Para fazer este desenho
Depois olhar como
Com carinho
Como numa janela
Antes
Tracei os olhos
Que não me viram
As sombras
Da maquiagem
Inventando máscaras
Que escondem
Sentimentos
Depois a boca
Que, comigo, não falava
Há de se ter cuidado...
Lábios pequenos!
São para poucos
Beijos com devoção
As nuvens no céu
Escondendo
Devaneios
De cavalgada
Minha busca
E o vento
Soprava suavemente
Fio a fio nos cabelos
Dia a dia sonhado
Noite após noite
São muitos traços
Sem pressa
Pura contemplação
A cena estava definida
Tons de solidão
Logo,as partes
Separadas
Pela natureza
O volume dos seios
Como se os guardasse
Na palma de minhas mãos
No final
Não poderei tocar
Realidade
Não
Nunca
Para um cavaleiro
De todos os sonhos
Assim, diante do nada
Desenhei um coração
De rainha
Tão majestoso
Cercado e protegido
Guardando o próprio seio
E o outro desnudo?
Delicadamente
Arranquei o meu
Que, imponente
Oculta
Amores.
Para Farroupilha
A última vez - Charro Sendero
Na tarde vermelha,
foi a última vez, dela no meu no meu olhar. Olhar...
Que não deixo pra trás.
O que ninguém olhou igual.
sábado, 16 de maio de 2020
Noite Negra - Charro Sendero
Essa noite
Libertarei a paixão,
Minha cobiça,
Minha tentação,
Minha fome
Todos buscando
Seu gosto de fêmea
E, é na madrugada
De lua cheia
Onde meu espírito impera
Não há o que possa deter
Meu desejo incandescente
Ardendo no seu corpo.
Pois, em noite negra
De Lua Cheia
Um é a sombra do outro.
Charro Sendero
sexta-feira, 15 de maio de 2020
SONETO DE FIDELIDADE
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas
que
seja infinito
enquanto dure.
Vinícius de Moraes São Paulo , 1946
terça-feira, 12 de maio de 2020
Annabel Lee - Poema Edgar Allan Poe
Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.
Edgar Allan Poe
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