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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Charro Sendero - Marina Branquinho - Café do Buk

 


Charro Sendero
Ele me encontrou
Declamando poesias
Então me chamou
Pra ser sua companhia
Num grupo de gente
Afetuosa
Inteligente
Generosa
Gente
Carente
Gente inocente
Gente forte
Gente de sorte
Gente que ama
Erra-se engana
Gente como a gente
Que não importa o que invente
Brinca, troca
Retoca
Acolhe com carinho.
Luxúria virou outro lar
Onde se pode amar
Chorar, rir, brincar
Ir e voltar
Acertar, errar
Flertar
Bobagens falar
Em tudo de bom acreditar.
E nesse caminho
De flores, mato e passarinho
Virei Queen, que carinho!
Marina Branquinho

terça-feira, 6 de outubro de 2020

A Máscara ou Persona? Charro Sendero


O Termo Persona em sua origem significava máscara utilizada pelo ator no momento em que atuava numa peça teatral.
Na Psicologia Analítica de Carl Jung o modelo Persona dá ao sujeito a possibilidade de criar um personagem que pode não ser de fato ele mesmo.
Este modelo de Persona, nada mais é do que o rosto ou o papel público que - acreditamos - ser uma boa apresentação para os outros.
A Persona é - uma de nossas vontades - que demonstra para os outros, nossa parte mais aceitável para cada ambiente.
No entanto, por trás dessas máscaras, existem vários roteiros. Nenhum deles, escrito por nós.
A máscara de uma persona é o que resta para a sobrevivência humana. Os que se acham espertos, vivem querendo mostrar o quanto são bons, justos e fiéis. Eles não usam máscaras, porque não existe face para mostrar. São energias estagnadas. Apenas um molde mal acabado vindo da soleira do mundo espiritual.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Charro Sendero

Aquele momento do gozo derramado sobre os seios da mulher amada... A paixão precisa ser aproveitada quando vem. A felicidade vem em gotas. . .


terça-feira, 14 de julho de 2020

En La Sombra - Charro Sendero




Todos se concentravam no marido dela. Ninguém deixava de rir de suas histórias de fazendeiro. O mineiros gostam desse tipo de reunião. Eu, ficava num balcão perto das bebidas, rodeado de longas árvores, às vezes tocava meu violão. Dona Nena, mulher de Guillermo Alférez, sempre vinha pegar seu Gin tônica. Eu parava de tocar, britava o gelo, ela pegava ingredientes numa das gavetas do balcão. Mesmo na penumbra daquele lugar, era possível examinar seus seios chacoalhando quando ela cortava rodelas de limão...

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terça-feira, 30 de junho de 2020

Era só uma garrafa com tequila - Charro Sendero

Gostava daquele lugar, pois não era notado. 
Eu tinha um lugar para beber. 
Era como o nada. 
Os sombrios, saiam como chegavam, só. 
Eu não via aquilo como uma desordem... 
Mas, eles precisavam da felicidade. Eu bebia para a felicidade passar. Passatempo luxuoso. 
Era só uma garrafa com tequila dentro e ninguém do lado de fora.
Charro Sendero

segunda-feira, 22 de junho de 2020

A vida e a morte - Charro Sendero

A Morte perguntou para a Vida: por quê todo mundo te ama e me odeia?
Com um leve sorriso, a vida respondeu:
"Eu sou uma bela mentira e você, uma verdade dolorosa.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

A Máscara - Charro Sendero



Minha máscara 
Vai além da omissão
É canto
Com vibrato .
Sem falsete
Cada disfarce,
Uma crença,
Santo em demanda
Demônio em desencanto
É cura
E feitiço.
Traços de persona
Como sombra
Testemunha
Persistente
Invisível
O que não é

. . .
Encanta...
Incita conhecer


Charro Sendero

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Desenhado no Coração - Charro Sendero


Pensei
Numa noite
Depois, na lua
Com seu brilho
Com sua beleza
Com suas fases
Com seu vazio
Com suas faces
Para fazer este desenho
Depois olhar como
Com carinho
Como numa janela

Antes
Tracei os olhos
Que não me viram
As sombras
Da maquiagem
Inventando máscaras
Que escondem
Sentimentos
Depois a boca
Que, comigo, não falava
Há de se ter cuidado...
Lábios pequenos!
São para poucos
Beijos com devoção

As nuvens no céu
Escondendo
Devaneios
De cavalgada
Minha busca
E o vento
Soprava suavemente
Fio a fio nos cabelos
Dia a dia sonhado
Noite após noite
São muitos traços
Sem pressa
Pura contemplação

A cena estava definida
Tons de solidão
Logo,as partes
Separadas
Pela natureza
O volume dos seios
Como se os guardasse
Na palma de minhas mãos
No final
Não poderei tocar
Realidade
Não

Nunca
Para um cavaleiro
De todos os sonhos
Assim, diante do nada
Desenhei um coração
De rainha
Tão majestoso
Cercado e protegido
Guardando o próprio seio
E o outro desnudo?
Delicadamente
Arranquei o meu
Que, imponente
Oculta
Amores.

Para Farroupilha

A última vez - Charro Sendero

Na tarde vermelha, 
foi a última vez, dela no meu no meu olhar. Olhar... 
Que não deixo pra trás. 
O que ninguém olhou igual.

sábado, 16 de maio de 2020

Noite Negra - Charro Sendero

Essa noite
Libertarei a paixão, 
Minha cobiça, 
Minha tentação, 
Minha fome 
Todos buscando
Seu gosto de fêmea 
E, é na madrugada 
De lua cheia 
Onde meu espírito impera 
Não há o que possa deter 
Meu desejo incandescente 
Ardendo no seu corpo. 
Pois, em noite negra
De Lua Cheia 
Um é a sombra do outro.

Charro Sendero